Escrevo sobre a liberdade.
A liberdade de ser o que sou, enquanto só eu me vejo.
Ver-me enquanto sou o que sou, enquanto ninguém me escuta ou sente.
Só assim me vejo, parece-me...
Quando posso me sentir liberto de todos os olhos alheios,
alheios de mim.
Liberdade de ser, nesse momento, é liberdade de viver o que tenho dentro.
Olhar para dentro e viver a mim mesmo.
Vivo a liberdade dentro de mim, no silêncio.
No fundo de minh'alma eis que me encontro e só.
Sons e cheiros, saudades, encontros... e só.
Solidão seria entrar no silêncio de si e não encontrar nada.
Vivo feliz quando me encontro e vivo feliz quando me entendo.
Para me entender, tenho que driblar os olhos alheios.
Olhos alheios que ainda me ativam e também cancelam, sem que eu perceba nem atine.
E é isso o que significa acreditar que o esperado de mim é maior ou menor do que o que já está escrito desde o princípio.
Este livro já escrito vem se revelando aos poucos, a cada lampejo.
No silêncio é que abro os olhos para mim mesmo
e me vejo.
Sem rodeios,
me vejo.
São lampejos, faíscas, encontros,
ensejos...
Um idioma novo nasce no encontro com minh'alma.
Língua falada e língua sentida.
Língua vivida.
Idioma pulsante do coração, que fala e pulsa, e fala e mostra,
o caminho que vai de mim para mim mesmo.
Caminho certo, caminho torto, caminho aberto.
Caminho envolto de mistério e revelação.
Sentimentos que são ora verdade, ora ilusão.
Ora certeza e exatidão.
E a esperança insistente, sempre presente, de crescer e crescer,
de dominar esse idioma tão rico e poderoso - alfabeto do coração.
domingo, 26 de abril de 2020
quarta-feira, 8 de abril de 2020
A idade do ego
A idade adulta de certa forma tolhe a liberdade de quem se descuida. A necessidade de ser aceito toma uma proporção diferente, pois está diretamente atrelada ao ganha pão. Ser o ideal para receber o necessário. Experimentar sair da regra é sair de cena, é sair da mídia ou entrar nela como uma figura caricaturizada do diferente, do não-aceito.
Somos reféns do nosso medo de sermos nós mesmos? Quando teremos coragem de rompermos nossos próprios preconceitos? Quando teremos coragem de enfrentar o inimigo do espontâneo? Quem penso que sou? Quem pensam que sou? Quem sou? Não importa o que penso ou o que pensam. Em algum lugar aqui dentro, estou sendo plenamente o que devo ser e manifesto isso em proporção à minha capacidade de me entregar à minha natural natureza. A beleza de ser quem se é, é a natureza do viver pra si e inspirar a todos.
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Fatos Isolados
Sóbria, sensata, realista. Voo sem tirar os pés do chão. Diferente sim, vivo na margem de erro. Converso com gatos, cães, comigo mesma e com os outros, nessa ordem de preferência. Falo muito, mas raramente perco uma chance de ficar quieta.
Tenho futilidades, embora poucas. Passo semanas sem ligar a televisão. Viajo, construo hipóteses, leio menos do que deveria e, embora eu me baste, gosto de ter amigos.
Não possuo uma mente brilhante, mas reconheço e humildemente valorizo a genialidade alheia.
Viajar sem sair do lugar
Há quem diga que para fazer uma boa viagem, basta ter em mãos um bom livro.
A literatura, quando bem construída, é capaz de criar cenários e despertar os mais sublimes sentimentos, assim como os mais obscuros, na mente de uma pessoa sã. A literatura, pinturas, músicas e afins funcionam como ignição e combustível para nossa imaginação.
Aqueles que têm uma imaginação fértil estão sempre de bem, enxergam além dos problemas e ignoram a monotonia. As crianças são bons exemplos.
Desde a idade da pedra, o ato de imaginar já se mostrava presente na cabeça das pessoas. Um pouco mais tarde, criavam-se histórias para a origem das coisas. A humanidade evoluiu (e vem evoluindo) motivada pela curiosidade, e esta está sempre plena de imaginação.
Não deixe de ser feliz prendendo-se apenas nos problemas. Imaginar traz leveza para a vida das pessoas e isso muitas vezes nos motiva a viver e vencer as dificuldades sem passar a fazer parte delas.
Respeitem o equilíbrio entre o imaginar e o foco, o pé no chão, mas nunca deixe de imaginar.
Introdução
Eu não sou qualquer ser que se vê por aí.
Eu sou diferente. Não... Eu sou a diferença.
A adaptação passou a fazer parte de mim, assim como a capacidade de prender a atenção das pessoas. Talvez um dom ou uma habilidade adquirida por necessidade.
Sozinho, aprendi que a vida é um presente para vocês provarem que são capazes de crescerem e, assim, viverem. Encaro cada dificuldade, cada obstáculo, como portas a serem abertas e assim aconselho que vocês o façam.
Sem o direito de fazer escolhas, uso a intuição para penetrar nos pensamentos das pessoas certas, aquelas que conseguem entender as coisas por sua essência e não pelas aparências. Pois, infelizmente, vivemos em um mundo de aparências, de superfícies.
Para convencer, eu mostro o que quero mostrar, mas em um formato no qual meu alvo aceite/entenda (nem todos têm a mesma capacidade de adaptação tal como a minha). De que adianta tentar conversar com um russo falando persa? O certo para um, pode ser o errado para o outro, por isso me cuido para pescar com o anzol certo, para não perder o peixe. Não por submissão ao ouvinte, mas para não desperdiçar o merecimento do alvo de sê-lo.
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